"Meu pai sempre dizia: não levante a sua voz, melhore os seus argumentos". (Desmond Tuti)
Jovens:
Maiores vítimas do suicídio.
Muitos acontecimentos marcaram o ano
de 2019 aqui no Brasil, mas um dos mais chocantes foi o aumento no índice de
suicídio de crianças e jovens entre 15 e 19 anos, que foi de 7% a cada 100 mil
habitantes segundo o site pebmed.com.br. Todos os anos há casos de jovens que tiraram
sua própria vida, porém o que pode causar isso?
Estamos vivendo em tempos difíceis com crises
econômicas frequentes, extremo preconceito e falta de compaixão para com o
próximo. A maior causa dos suicídios é o esgotamento mental onde a pessoa pode
adquirir doenças como depressão e ansiedade, e isso vale para todas as idades.
Séries para televisão como "13
reasons why" retratam o suicídio e seus motivadores, essa série em
específico apresenta os motivos que levaram a jovem protagonista do seriado a
cometer suicídio, entre eles, o bullying e depressão. Essa série mostra a
realidade de muitos jovens que sofrem com "brincadeiras de mal gosto"
todos os dias em ambientes diversos, incluindo os escolares, mas principalmente
a internet onde a maioria dos jovens se atacam no anonimato.
Portanto, o certo a se fazer é
oferecer acompanhamento psicológico nas escolas para alunos de todas as idades,
para que possam lidar com seus confrontos internos e a ajudar a preservar a
saúde mental do indivíduo.
Nome: Ana Carolina Meira da Silva 3
ano A
A violência presente
nas escolas.
Dizem que não se está mais seguro em
nenhum lugar, seja ele público ou privado, por conta dos altos índices de
violência no país. De certa forma, isso
não é mentira, já que até em ambientes escolares ocorre muita violência, prova
disso é que alunos e funcionários não estão mais em segurança. E por que isso
vem acontecendo?
As crianças e os jovens passam grande
parte do dia na escola, assim como os funcionários, então há de se esperar que
haja relações de amizades como há também relações de inimizade, principalmente
por entre os alunos que, por estarem passando por fases de transformações como
a puberdade, se revoltam muito facilmente e acabam por usar a violência como
meio de serem notados neste ambiente pelas demais pessoas.
Outro fator é o distanciamento da
família com a vida escolar do filho. Os pais delegaram para a escola o papel de
educar, ensinar e cuidar das crianças e dos jovens e, quando cobrados pela
escola, defendem-se alegando ser o papel da instituição o cuidado integral
desse jovem.
Assim, é correto que haja
acompanhamento psicológico para os alunos, onde eles aprendam a lidar com a
raiva e que haja também o acompanhamento dos pais para que se responsabilizem
pela educação dos filhos e compreendam que a educação é uma responsabilidade de
todos e não apenas da instituição escolar.
Ana
Carolina Meira da Silva 3 ano A.
O reconhecimento público da violência nas escolas se tornou assunto de debates recentemente, no entanto, são recorrentes seus casos violentos dentro das instituições sejam elas públicas ou privadas. De acordo com a pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sobre violência nas escolas, o país lidera o ranking de docentes agredidos, cerca de 12,5%, dos professores ouvidos, sofreram algum tipo de intimidação ou agressão por parte dos alunos.
Segundo a análise de Sérgio Adorno a raiz da violência brasileira está inserida em nossa cultura, uma vez que, nossa história é repleta de sacrifícios relacionados à colonização do Brasil. Porém, não se pode considerar que, por esta razão, passemos a agir com truculência diante daqueles que nos dedicam tempo e ensinamento, sendo estes, os nossos educadores.
Embora, não seja a maior parte dos alunos que deferem xingamentos aos docentes, eles também atrapalham o aprendizado dos demais alunos interessados, causando assim, um desinteresse do professor ao lecionar. O economista Milton Friedman disserta sobre o problema em questão, argumentando que, com petulâncias ocorridas “dificilmente alguém defenderá que nossos colégios estão dando às crianças as ferramentas de que precisam para enfrentar os problemas da vida”.
Portanto, diante o exposto, alunos que desrespeitem seus educadores devem ser punidos pelo ato anti-humano, pois ninguém deve sofrer qualquer tipo de violência seja psicológica ou física, como demanda a Carta Magna de 1988. Do mesmo modo que, estes mesmos estudantes possam ter assistência de um assistente social para o seu melhor e das demais pessoas.
Beatriz Ferrarez
A educação que virou privilégio
É normal que
quando jovens façamos a pergunta “o que quero cursar no ensino superior?”,
todavia, a mesma pergunta estende-se ao ponto de nos questionarmos como será o
ingresso à faculdade, o que, obviamente, é mais difícil do que a escolha do
curso.
Tendo em vista, os dados apresentados pela
matéria do jornal Estadão, onde a aprovação no ENEM é de 1 a cada 4 alunos de
classe média, já os pobres são de 1 a cada 600. Vale destacar aqui o que Bruno
Garschagen cita em seu livro Direitos
Máximos, Deveres Mínimos, dos jovens de classe média e alta que constituem
as universidades federais: “são jovens oriundos de famílias que lhes ofereceram
recursos, tempo e conforto para que pudessem estudar em boas escolas privadas e
assim lograr êxito ao entrar em instituições públicas”.
Estudar em
universidades públicas virou sinônimo de privilégio, já que além das mesmas
serem constituídas por mais alunos dos quais certamente conseguiriam pagar uma
faculdade privada, o orçamento estatal destinado ao setor de ensino cresceu
3,8% do PIB em 1994 para 6,3% em 2014. A despeito disso, o Estado decidiu
priorizar o ensino superior, ao invés de priorizar o ensino básico público, do
qual os alunos mais pobres precisam de reforço escolar para que possam ingressar
em uma universidade, a qual têm direito previsto no art. 205 da Constituição
Federal de 1988.
Diante o
exposto, existe uma forma para que o direito previsto no artigo 205 seja
concedido a todos como nele citado. Sendo, a cobrança de mensalidade de quem
pode pagar, ou seja, os alunos em peso que compõem as faculdades públicas, pois
tanto os mais ricos quanto os mais pobres pagam impostos. Impostos estes que
servem para a manutenção e a sustentação da instituição e de seus estudantes.
No entanto, vejamos um bem comum, destarte, o dever do Estado em atender as
parcelas mais pobres da população.
Garschagen
retoma em seu livro a questão apresentada anteriormente, o Estado tenta
minimizar o problema da educação criando cotas, das quais apenas produzem
estudantes mais pobres derivados de um ensino básico de baixíssima qualidade e
assim seguimos criando mais e mais problemas e não os resolvendo de forma
coerente e certeira.
Beatriz Ferrarez.
O assunto mais comentado
mundialmente é o ambientalismo em suas diversas facetas, desde vazamentos
radioativos até desastres à flora. É de suma importância a análise sobre como
lidamos e superamos tais acontecimentos. Com destaque ao nosso país, Brasil,
que tem sido alvo de inúmeros desastres ambientais, entre eles, o desabamento
da barragem em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015.
Sendo de conhecimento global, o
desabamento de barragens no Brasil, carrega o preço da falta de fiscalização e de
responsabilidade das empresas petrolíferas, das madeireiras, da agroindústria
que, em sua maioria, não são culpadas pelos seus erros, erros estes que tiram
vidas e acabam com a natureza de nossa Nação. Segundo o filósofo Roger Scruton
em seu livro Green Philosophy (filosofia verde), quase conclui que a solução
para problemas como estes é burocrática, tendo em vista que, seria preciso
instituir um sistema de regulações que gerasse incentivos para conservar.
No entanto, haver uma
centralização e desenvolver poderes fiscalizadores, como é o caso da
Organização das Nações Unidas (ONU), logo, que, impõem aos países membros que
sigam uma agenda global para a “manutenção” do meio-ambiente. É possível
lembrar que, dois continentes foram centros de exploração de recursos naturais
e, principalmente, da população local, é o caso da África e da Ásia.
Além da impunidade sofrida pelas
empresas citadas anteriormente, os cidadãos devem ser autênticos para que
possam cuidar do ambiente em que se localizam, mantendo assim a Soberania, da
qual, é necessária a preservação tanto quanto o seu desenvolvimento.
Ante o exposto, o desenvolvimento
ambiental é de extrema importância à Nação, já que um poder centralizado e
arbitrário como a ONU pode ser, nos faz refletir uma questão relevante, sendo
esta a de punir severamente àqueles que cometem crimes contra o que é nosso por
Direito, o território Nacional.
Beatriz Ferrarez.
3º Ano - EM
O meio ambiente tem sido um tema
muito lembrado pelos meios midiáticos, políticos e civis. O fator principal
para esse assunto ser colocado à tona foram as recentes queimadas que aconteceram
em nossa grande floresta, a Amazônia. Desde então, foi-se viralizando tal
assunto. A partir do aumento dos focos de queimadas, surgiram inúmeras e divergentes
discussões que, a bem da verdade, não levam a nada.
A maior floresta tropical do
mundo, a Amazônia, tem sofrido com o desmatamento e as grandes queimadas. Neste
ano de 2019, segundo o INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a
floresta sofreu uma perda de sua área de vegetação numa proporção de 67,2%
maior que em 2018.
O desflorestamento acarreta
graves danos ambientais para a qualidade de vida vegetal, dos animais da
floresta e dos seres humanos, além de prejuízos econômicos, uma vez eu um país
que não tem cuidados com o seu meio ambiente, perde clientes pelo mundo a fora
que irão comprar de povos mais sustentáveis. Por isso, engana-se quem pensa que
o desmatar é a única forma de fazer a economia girar na região, os povos da floresta
são os primeiros a sofrerem com a destruição e a compreender o valor do
ecossistema em que vivem. Sabem que a sustentabilidade é o caminho mais seguro
para o desenvolvimento.
Conclui-se,
que a insistência nas queimadas, não haverá um melhor resultado, ou seja, o desenvolvimento
do país. Pois, então, realizar um bom aproveitamento da matéria-prima oferecida
pela natureza seria o ideal. Diminuição das queimas, maior giro no capitalismo,
e benefício para todo o país, que precisa encontrar meios de melhorar sua economia.
Marcos Vinícius (3ª Série-EM)
Nos últimos
anos vimos que vários desastres ambientais ocorreram Brasil, como por exemplo o
rompimento de barragens de contenção de rejeitos de minério, em Minas Gerais,
deixando marcas profundas, por vezes, irreparáveis. Esses desastres não têm
ocorrido somente aqui, em nosso país, mas em vários lugares do mundo.
Sabemos
que tudo isso não acontece ao acaso, na maioria das vezes está associado à uma
ação humana. Um exemplo bastante conhecido foi a explosão no reator número 4 de
Chernobyl, que aconteceu porque os reatores foram construídos sem a camada de
contenção e com materiais inferiores, visando a economia de dinheiro, porém, os
custos para amenizar os problemas causados pela explosão foram bem maiores do
que se tivesse construído de forma correta, além das percas de vidas humanas, que
não tem preço.
Tudo
isso reflete o quanto, nós, seres humanos, queremos o progresso e o desenvolvimento,
sem pensar nas consequências. A mais prejudicada é a natureza que não acompanha
o ritmo humano, que desmata e queima para plantar e criar gado, não se importando
em preservar a vida daquele ambiente, plantas e animais, a ser devastado.
Por
fim . o que devemos fazer para que a vida na Terra tenha qualidade é pararmos
de destruir o meio ambiente e, antes de modifica-lo, investir em pesquisas
sérias para que ação humana não gere mais tragédias e, para isso, a união entre
população e governo é imprescindível.
Alysson Paulino - 3ª série-EM
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Feminicídio é
o nome dado aos casos de assassinatos de mulheres por conta de outra pessoa
que fez dela um pertence, uma propriedade e, por algum motivo, cometeu um
crime. De acordo com reportagem no site exame.abril.com.br, a
taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo e, segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos chega a 9,8 para
cada 100 mil mulheres. Na maioria dos casos, o crime foi cometido pelo ex ou
atual parceiro e, por essa razão, crimes de feminicídio deveriam ser julgados
com maior severidade.
Por que isso acontece? O
assassinato usufrui de alguma motivação para atacar a vítima. Algumas das
causas mais conhecidas e comuns é o ciúme possessivo, a não aceitação do
término do relacionamento e a rejeição de direitos iguais para ambos os
sexos, o que demonstra que a sociedade ainda cultiva conceitos antigos de que
a mulher é um pertence do homem, ou seja, submissa a ele. As vítimas de
feminicídio, geralmente são aquelas que já sofreram violência doméstica.
Por que é preciso dar um basta
nisso? Esse crime tem tido um aumento consideravelmente alto e deve-se buscar
uma solução com urgência, pois as mulheres já não mais se sentem seguras em
suas próprias casas, ao lado de quem convive com elas. Sendo que por lei,
todo ser humano tem o direito de ir e vir quando desejar.
Como se pode parar tudo isso?
Criar penas mais severas aos criminosos que atacam e matam mulheres poderia
acarretar alguma mudança, uma vez que poderiam temer as punições. Realizar
campanhas e palestras educando os jovens e ensinando-os que as mulheres não
são objetos e que elas podem ser e fazer o que quiserem como qualquer outra
pessoa.
Ana
Carolina Meira da Silva
Quando se trata de
violência e morte contra uma mulher estamos falando de feminicídio, cujo ato
é sucedido contra tal, pelo simples fato de ser do gênero feminino.
Seja na rua em sua
própria casa, as mulheres estão à mercê do perigo e, consequentemente, da
morte. Sendo psicológica e fisicamente agredidas, humilhadas e deveras
rebaixadas.
Até o início de
fevereiro de 2019 foram registrados 126 homicídios contra mulheres, além de
67 tentativas no país, segundo dados da Comissão Interamericana dos Direitos
Humanos (CIDH) no primeiro mês do ano. Vale notar que qualquer que seja o
gênero de nascimento, escolhendo ser mulher a pessoa corre riscos. Como
ocorreu a poucos dias, em São Paulo, a morte de uma mulher transexual.
Gênero superior é
a forma que a maioria dos homens se considera. As mulheres não têm voz, são
vistas como fracas e, muitas vezes, menosprezadas. Elas dão à luz e são
imersas na escuridão. Isso deve mudar.
Em virtude de tudo
o que foi mencionado, é necessário que se abra os olhos para a sociedade e
que se dê voz a cada mulher para que não se tornem Luanas, Jéssykas,
Janaínas, Tauanes, entre muitas outras que perderam seu direito de viver
porque seus ex ou atuais companheiros lhes tiraram esse direito. Aliás,
“ninguém é mais arrogante em relação às mulheres, mais agressivo ou
desdenhoso do que o homem que duvida de sua virilidade”, como afirmou Simone
de Beauvoir.
Rafaella Massaro - 3º ano – EM
A lei 13.104/15
inclui o feminicídio como um crime hediondo, portanto, sujo. Mas já existe no
Código Penal brasileiro acerca do homicídio simples e qualificado
(Decreto-lei nº 2.848/40).
Visto que haja um
debate intenso a respeito da desigualdade de gênero no Brasil e, segundo o
Mapa da Violência de 2016, foram assassinados em território nacional 59.627
pessoas no ano de 2014, o que representa 10% das mortes do mundo. Sendo
dessas 59.627 pessoas, 4.757 são mulheres, ou seja, menos de 8% do total de
mortes do país.
A alteração da lei
sancionada por Dilma Rousself, ex-presidente da República, privilegia e
segrega, pois o feminicídio é todo crime contra a mulher por razões de
condições de seu sexo. Embora tenha como objetivo punir somente os homens,
logo a lei é fortemente ideologizada.
Diante o exposto,
e diante a Constituição Federal de 1988 que estabelece todo cidadão igual
perante a lei, uma norma não diminui as demais mortes da Pátria. Considerar o
assassinato de uma mulher superior ao de qualquer outra pessoa é a maior
forma de desigualdade já existente.
Beatriz Ferrarez - 3º ano -
EM
APENAS LEIA
Já parou para
pensar se você não soubesse ler? Obviamente não estaria lendo este texto
neste exato momento. Mas você lê. A etimologia da palavra leitura vem do
latim legere que pode significar colher, apanhar, escolher,
captar com os olhos. Agora pense. Você realmente usa o verbo ler com
serenidade, ou com o seu devido valor?
No entanto, a
leitura não é apenas captar com os olhos, ela pode nos levar a lugares
distantes ou perto ao mesmo tempo, como também pode nos ensinar grandes
coisas. Já ouviu o termo “não fale do que você não sabe” é mais ou menos
nessa linha. Ou seja, quem lê deve ler o suficiente para falar com
propriedade de determinado assunto, nada melhor falar, todavia falar com
responsabilidade.
Quando lemos o
nosso diálogo melhora, a gente aprende a se expressar melhor – e aqui vai uma
dica de um livro: Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Certamente depois lê-lo
você terá certeza de que é muito bom saber ler.
A leitura nos faz
grandes e importantes. Então apenas leia, só que leia com vontade de abrir a
mente e pensar de uma forma diferente. Leia para dar risada, leia para criar
argumentos, leia para falar, leia para escrever, leia para entender.
Nunca na vida
alguém conseguiu algo sozinho se não, ao menos, leu.
(Beatriz
Ferrarez - 3ª ano - EM)
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